sexta-feira, 26 de março de 2010



Nossos pais nos deram a vida natural do corpo, mas Deus nos dá a alma e nos destina, além disso, a uma vida sobrenatural; nascemos privados dela pelo pecado original, herdado de Adão.
O batismo apaga o pecado original, nos dá a fé e a vida divina, e nos torna filhos de Deus. A Santíssima Trindade toma posse da alma e começa a nos santificar

domingo, 21 de março de 2010

Palavra do Pastor

Hospedado na casa de Simão e Andre, na cidade de Cafarnaum, Jesuscura a sogra de Simão e muitas outras pessoas. Depois de um pouco de descanso e de oração na madrugada, Jesus diz aos seus discipulos: Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim". E andanva por toda a Galiléia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios" (Mc 1,38-39).
Jesus é o Verbo de Deus que se fez carne (cf Jo 1,14). Ele é a Palavra do Pai que se encarnou no seio da virgem Maria. Jesus tem pressa em manifestar a luz do Plano meio dos homens, para quem Ele foi mandado. Realiza sua missão para todos os homens e as mulheres, mas, misteriosamente e "por obediência", percorre apenas o território de Israel, a Palestina.
Chamado para ser apóstolo, Paulo sente o ímpeto de sua missão, recebida do Senhor:"Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se não pregar o evangelho! Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado"(1Cor 9,16-17).
Ao homem e a mulher sofredores, que buscam resposta verdadeira para dar sentido à sua vida, o evangelho pregado e vivido é a luz que sacia. Sofucado por um sofrimento sem fim, e para o qual nem sequer seus amigos encontram explicação e resposta satisfatória, Jó, o extraordunário personagem bíblico, esboça uma prece ao Senhor: "Lembra-te que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade!"(Jó 7,7). O homem e a mulher justos, isto é, semelhantes a Jó, vêem seu pavio quase se apagar, mas sabem que a pequena luz que ainda tremula, é a luz autêntica de Deus que é fiel.
Penso na responsabilidade de bispo, que Deus me confiou para a pregação do evangelho. Penso na missão de todos os padre que Deus, em seu amor, concedeu à Igreja. Penso na missão dos diáconos permanentes. Penso em cada batizado, que se tornou, pelo sacerdócio comum de todos os fiéis, sacerdote, profeta e pastor. Digamos com São Paulo: "Ai de mim se eu não pregar o evangelho!" (1Cor 9,16c).

08 de fevereiro de 2010


Dom João Braz de Avis
Arcebispo Metropolitano de Brasília

terça-feira, 16 de março de 2010

O Círio Pascal

É o símbolo mais destacado do Tempo Pascal. A palavra "círio" vem do latim "cereus", de cera. O produto das abelhas. O círio mais importante é o que é aceso na vigília Pascual como símbolo de Cristo – Luz, e que fica sobre uma elegante coluna ou candelabro enfeitado.
O Círio Pascal é já desde os primeiros séculos um dos símbolos mais expressivos da vigília. Em meio à escuridão (toda a celebração é feita de noite e começa com as luzes apagadas), de uma fogueira previamente preparada se acende o Círio, que tem uma inscrição em forma de cruz, acompanhada da data do ano e das letras Alfa e Omega, a primeira e a última do alfabeto grego, para indicar que a Páscoa do Senhor Jesus, princípio e fim do tempo e da eternidade, nos alcança com força sempre nova no ano concreto em que vivemos. O Círio Pascal tem em sua cera incrustado cinco cravos de incenso simbolizando as cinco chagas santas e gloriosas do Senhor da Cruz.
Na procissão de entrada da Vigília se canta por três vezes a aclamação ao Cristo: "Luz de Cristo. Demos graças a Deus", enquanto progressivamente vão se acendendo as velas do presentes e as luzes da Igreja. Depois o círio é colocado na coluna ou candelabro que vai ser seu suporte, e se proclama em torno à ele, depois de incensá-lo, o solene Pregão Pascal.
Além do simbolismo da luz, o Círio Pascal tem também o da oferenda, como cera que se consome em honra a Deus, espalhando sua Luz: "aceita, Pai Santo, o sacrifício vespertino desta chama, que a santa Igreja te oferece na solene oferenda deste círio, trabalho das abelhas. Sabemos já o que anuncia esta coluna de fogo, ardendo em chama viva para glória de Deus... Rogamos-te que este Círio, consagrado a teu nome, para destruir a escuridão desta noite".
O Círio Pascal ficará aceso em todas as celebrações durante as sete semanas do tempo pascal, ao lado do ambão da Palavra, ate´a tarde do domingo de Pentecostes. Uma vez concluído o tempo Pascal, convém que o Círio seja dignamente conservado no batistério. O Círio Pascal também é usado durante os batismos e as exéquias, quer dizer no princípio e o término da vida temporal, para simbolizar que um cristão participa da luz de Cristo ao longo de todo seu caminho terreno, como garantia de sua incorporação definitiva à Luz da vida eterna

Vivendo a Páscoa no mundo de hoje

A liturgia não é um momento separado da vida da gente. Não existe uma liturgia fora da vida. Se eu vou a igreja é porque lá é o lugar para o meu encontro para rezar, para cantar, para participar da Eucaristia. É porque eu quero viver isso no meu dia-a-dia. Com a minha família, no meu trabalho, eu preciso ser uma pessoa como Jesus Ressuscitado. Que supera a vida, que supera a morte, que faz de tudo superar situações de escravidão e viver a serviço da vida. Sermos pessoas do túmulo vazio transmitindo a alegria e vida. A sociedade está fechada no túmulo da economia, no túmulo do lucro. Está sobrando carros e faltando comida. Os governos dos poderosos investem na guerra, mas não dá o que comer aos pobres. É um mundo que ainda está dentro do túmulo, que ainda não se abriu para a ressurreição. Estão fechados dentro do túmulo, então estão se quebrando, apavorados, pois estão procurando Jesus no lugar errado. O anjo disse: 'por que procura entre os mortos aquele que está vivo' (Lc 24,5)? Celebrar a páscoa é celebrar o túmulo vazio, celebrando a justiça, a vida, a fraternidade. Devemos ser cristãos da ressurreição. Da vida nova. Claro que tudo passa pela cruz, pela morte, mas se chega à ressurreição!Isso que é hoje ser um cristão. Sermos cristãos vivos na alegria. Alegrai-vos o Senhor ressuscitou! Nós vamos cantar Aleluia, o Senhor ressuscitou. Todo este mundo fechado em si mesmo, apenas com valores consumistas, que pensa apenas em dinheiro, não tem futuro.Essa crise que estamos passando pode nos ajudar a rever os conceitos, rever os nossos valores, rever o que realmente é importante. A páscoa vem como a grande ajuda para rever o que o Senhor e a Igreja nos oferecem através de sua liturgia para no dia-a-dia vivermos e sermos pessoas ressuscitadas.
Pe Carlos Gustavo Hass
Revista de Aparecida